Argus-a Vol. IX Edición N° 35 / Marzo 2020 / ISSN 1853-9904 / Index: MLA y Latindex / Bs. As.- Argentina
O calendário como parte da formação da subjetividade moderna
Tiago Osiro Linhar y Edgar Cézar Nolasco / Universidade Federal de Mato Grosso do Sul / Brasil
Vol. IX Edición Nº 35

Ilustración: Europa prima pars Terrae in forma Virginis. Heinrich Bünting. 1587.

O presente trabalho propõe uma discussão com a finalidade de verificar elementos fundamentais que dão base ao calendário moderno. Para tanto, nos propomos a questionar a validade dos “eixos de referências” impostos a toda humanidade. Questionamos, sobretudo, o tempo litúrgico que é a essência da formação da diacronia moderna e como este se formulou a partir do período colonial e se estendeu até os dias de hoje. Ademais, levantamos a hipótese de que o calendário reforça um padrão eurocêntrico de base cristã preocupado não apenas em universalizar a subjetividade humana, mas também em omitir atrocidades cometidas pelo projeto moderno. Sendo assim, esconde-se o passado para se perpetuar na história. Em outras palavras, criam-se passados para alocar a Europa ocidental no centro da história mundial.  

Resumen

El presente trabajo propone una discusión con la finalidad de verificar elementos fundamentales que dan base al calendario moderno. Para eso, propusimos cuestionar la validad de los “ejes de referencias” impuestos a toda la humanidad. Cuestionamos, principalmente, el tiempo litúrgico que es la esencia de la formación de la diacronía moderna y como este se ha formulado en el periodo colonial y se extendió hasta los días de hoy. Además, sostenemos la hipótesis de que el calendario refuerza un modelo eurocéntrico de base cristiana preocupado no solo en universalizar la subjetividad humana, sino también en omitir atrocidades cometidas por el proyecto moderno. Así, se esconde el pasado para perpetuarse en la historia. En otras palabras, crean pasados para situar a Europa occidental en el centro de la historia mundial.

Abstract

The present essay proposes a discussion with the purpose of verifying fundamental elements that give base to the modern calendar. For that, we propose to question the validity of the “reference axes” imposed on all humanity. We question, mainly, the liturgical time that is the essence of the formation of modern diachrony and how it has been formulated in the colonial period and extended to the present day. In addition, we support the hypothesis that the calendar reinforces a Eurocentric Christian-based model concerned not only with the universalizing human subjectivity, but also omitting atrocities committed by the modern project. Thus, the past is hidden to perpetuate itself in history. In other words, pasts are created to place Western Europe at the center of world history

  • Compartir: